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Regina Oshiro é o Supra Sumo



se existe uma pessoa que é uma referencia ou melhor icônica na minha vida é ela a caríssima Regina  Oshiro,para escrever esse humilde texto eu não pedi autorização porque eu sei que ela não aceitaria se expor .
o recente anuncio da greve dos professores na sexta-feira 18 de Abril, instantaneamente me fez lembrar do período em que a conheci durante uma reunião no CEU São Mateus do Fórum De Grêmios Livres da Zona Leste estava lá o Lucas,Adelmo,Luis Ravagnani,e a Regina,o alinhamento foi instantâneo tal momento se transcorreria por anos e diversos momentos a parceria com subsede da Apeoesp Tatuapé,na Ação Educativa, Fórum de Educação da Zona Leste na qual a Regina é uma das principais articuladoras.
Anos riquíssimos em que se inicia o período que vivemos de refluxo não só do Movimentos que lutam em prol da educação publica e de qualidade mas das lutas sociais,partilhamos por diversos momentos pelas inquietações,retrocessos e avanços seja no movimento sindical,partido e grupos políticos.
o fio condutor era a unidade de como agregar setores dispares em torno de ações e lutas comuns e a atuação pedagógica no movimento de ampliar mais e mais,transferindo questões da luta politica para a vida real,e a maior virtude revolucionaria que é a paciência da Regina de aguentar o oportunismo,chantagem e rasteiras e o proverbio de que "os fins justificam os meios".
Louvável é a sua atuação no MOCAM, através dos vários projetos tais como o NEPSO,JADE,e outros que não me recordo,Regina me ensinou que não basta ser militante têm de criar identidade e saber dialogar com o entorno,ser referencia não pela imposição mas pelo dialogo intenso,cavando espaço (leia-se horários,intervalos) com os demais colegas,coordenação e direção.
Admiro-a pela didática que consegue no ensino de historia de nunca transformar as aulas no tradicional giz e lousa estendendo recursos como a fotografia,musica,filmes,alterando a organização espacial da sala tal como preconiza Paulo Freire em circulo ou semi-círculos,o entendimento que a docência não é fim em si só mas com possibilidades infinitas de ser trabalhadas mesmo em tempos de apostilamento e sepultamento da liberdade de catedra via provões,ENEMs,IDEBs e etc.
Alias ela poderia perfeitamente ter escalado os diversos degraus da magistério coordenação de escola,direção,supervisão de ensino e até mesmo lecionar em universidades,mas preferiu o espaço escolar não por "se desmerecer mas por enxergar do quão é rico com as suas contradições e avanços o espaço escolar e a troca de experiencia aluno-professor.
A questão do saber e poder,ou circulação de estudos e debates seja da FEUSP (Faculdade de Educação da USP,Unicamp e Unesp mas de outros lugares para subsidiar com os estudantes,com os colegas de escola e sindicato é uma marca inegável de quebrar a separação entre quem produz e executa as politica educacional não só para especialistas mas que um conjunto maior.
Dado o exposto só tenho de agradecer por acreditar n´eu em diversos momentos mesmo sendo disperso e tudo mais é uma das pessoas mais ponta-firmes que conheci aqui em SP,parte integrante da minha vida e que mesmo sem contato,a ultima vez foi no casemento do ilustre Lucas Fernando.
Enfim nunca vou esquecer cada apontamento,frase,conselho por isso ela é a "Comandante Yamamoto" que não é só uma referencia na minha militância,mas da minha  vida pessoal e profissional,e de trato com o ser humano.

Foto de Jefferson Henrique Gomes Nov/Dez de 2008,durante o Grupo de Trabalho de Orientação Profissional do Projeto JADE (Jovens Agentes pelo Direito a Educação) ONG Ação Educativa.

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